Quarta-feira, Julho 20, 2005

Um(1) sonho roxo

Viajo no barulho da velocidade dos carris que trespassa a escuridão lá fora.
Qualquer coisa range de dois em dois minutos, as luzes tremem e acusam-o de ser o culpado.
Olho-o. Veste cinza e os lábios vermelhos gritam por um beijo.
E então? Porque não?
Descruzo as pernas lentamente, atravesso o corredor estreito que nos separa e aqueço-lhe o colo.
Ele olha-me e eu olho a chuva que morre nos vidros embaciados.
O calor daqueles lábios vermelhos. Perto.
Digo-lhe que o amo e beijo-o,
enquanto lhe sinto o sangue quente nas mãos.