Quarta-feira, Abril 20, 2005

Uma(1a) coisa vermelha

Estou sentada numa mesa de dois, sozinha.
Sinto os ombros baixos e os suspiros que me furam as peles e as carnes do peito.
Na ponta dos meus dedos invento as linhas da tua nuca enquanto me fodes a alma. Sentiste?
Sou serena. Agora. Sonho com castelos de cristal e dou-te o osculo que te neguei.
(hoje, 12 a.m)

Sexta-feira, Abril 15, 2005

Um(1) não querer nada

Terça-feira, Abril 12, 2005

Um(1) era quase uma vez

o cheiro daquele jardim. o esperar que me vejas. o ola. o silencio. o andar sem falar. "nao ando mais. nao vou para esse lado!". o andar para trás. neste labirinto de patamares.
o verde. o sol. a sombra. sento-me e se nao quiseres fica de pé. a relva está humida e eu arranco-a à terra, como sempre, desde sempre. acho que estou quase sozinha. nao falas. nunca falas.
gostei de ter borrado o teu dedo no meu. "queres uma flor cinzenta?".
pareço uma miuda quando me olhas assim. e nao paras.
"tudo e nada". mas que conversa é esta?
acho que me apetece ir embora. e que me apetece ficar. fecho os olhos. ouço nada de ti e penso que quando os voltar a abrir já foste embora. nao foste. continuas la.
conto-te o que nunca te tinha dito. e a importancia que dás..é alguma?
acabou. levanto-me. tenho as pernas adormecidas. prolongo-me numa despedida. 10, 15 minutos? "pq é que nao vais embora?" "é nada?". "é pouco mais que nada".
um adeus sem beijo.